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Onfalite – Infecção Umbilical

ONFALITE – Infecção Umbilical

Onfalite é o nome que se dá à inflamação do umbigo, caracterizada por edema (inchaço), sensibilidade e aumento de temperatura. O cordão umbilical leva alguns dias para secar e é nesse período que pode ser uma porta de entrada para muitos micróbios indesejáveis.
Quando um animal é acometido por esses microorganismos e não é tratado, via de regra observamos 3 conseqüências básicas:

 

  • No geral, os cordeiros ou cabritos morrem rapidamente, por septicemia, que nada mais é que uma infecção grave do sangue.
  • O animal pode vir a sofrer durante um certo tempo devido à inflamação do umbigo (flebite umbilical) que, mesmo não sendo tão grave como a septicemia, também provoca estragos. O cordão apresenta uma inflamação na veia umbilical. Onde a infecção pode gerar uma febre, produzindo fortes diarréias levando ao animal a óbito entre 3 a 4 semanas.
  • Ou apresentam infecções das articulações (gota, artrite) que entorpecem sensivelmente o seu desenvolvimento, tudo originado pela infecção umbilical. Os animais ficam tristes, não comem com apetite, estão quase sempre deitados. Quando vários membros são afetados, os animais parecem paralíticos até posterior óbito.

Possíveis causadores
Causadas por bactérias, como Estafilococus, Estreptococus, Encherichia Coli e Clostridios do complexo Chauvei.

Possíveis causas
Decorrente da falta de higiene  e do uso de produtos adequados para a desinfecção do umbigo dos recém-nascidos;

Etiopatogenia
O processo pode atingir veias (Onfaloflebite) e artérias (Onfaloarterite) umbilicais. Por isso, em alguns casos, pode haver miíases (bicheiras) associadas. Os micróbios entram na corrente sanguínea e migram para o fígado e articulações, dando lugar aos abcessos. Em certos casos há a ocorrência de abcessos intraperitoniais, que podem evoluir para uma hérnia umbilical, havendo necessidade de intervenção cirúrgica.
Em outros casos, os abcessos localizam-se na medula espinhal, levando o animal a um quadro de paralisia irreversível do trem posterior (patas traseiras). Há ainda casos em que as bactérias multiplicam-se na corrente sanguínea, provocando hipertemia (febre) e morte, caso não haja tratamento adequado.
Nesse caso é comum encontrar animais com espessamento das articulações dos membros, sobretudo dos anteriores (dianteiros) com aumento de temperatura e claudicação. Nesse caso, trata-se de um quadro de poliartrite purulenta, típico que permite a diferenciação das artrites infecciosas como CAEV, a Micoplasmose, quando se obtém um líquido seroso ou sero-sanguinolento.

Tratamento
O processo deve ser tratado localmente, com aplicação de soluções antissépticas (tintura de iodo, líquido de Dakin, permanganato de potássio, etc.). Com o objetivo conter a proliferação dos microorganismos e que cheguem ao umbigo.
Caso sejam detectados sinais sistêmicos, faz-se necessário o uso de antibióticos de amplo espectro (Enrofloxacina, sulfa, trimetorin, oxitetraciclina, etc.). Além de eventual tratamento suporte com hidratantes, glicose e vitaminas.

A prevenção pode ser feita da seguinte forma:

  1. Assegurar que os neonatos ingiram bastante colostro. Isto estimulará sua resistência às infecções e aumentará suas defesas.
  2. Desinfetar o cordão umbilical com soluções antissépticas. Basta aplicar colódio iodado sobre o cordão e à volta dele e deixar secar. O colódio forma uma película sólida que impede a entrada dos micróbios. Quando a película caí, o cordão já estará seco e bem cicatrizado.
  3. Evitar aglomeração de animais em espaço muito pequeno e sujo, sobretudo que as fêmeas venham a parir nestes locais.
  4. Abrigar os neonatos em instalações limpas e possivelmente desinfetadas com vassoura de fogo, ou desinfetantes ambientais.
  5. Higienizar o material utilizado no manejo dos recém-nascidos, como: tesouras, panos, etc.
  6. Eliminar os restos de membranas fetais do ambiente.
  7. Vacinar os animais contra Clostridioses, no seguinte esquema:
  • Fêmeas 30 a 40 dias antes do parto.
  • Cabritos ou cordeiros a partir dos 30 dias do seu nascimento, com dose de reforço 15 dias após a primeira.

Allan Rômulo
Med. Veterinário

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